
Em um cenário de maior pressão por resultados sustentáveis, a governança passou a ser parte fundamental da rotina do comprador e da gestão de compras.
No contexto do ESG, o “G” é o pilar que sustenta todos os outros. Sem governança, iniciativas ambientais e sociais não se sustentam no tempo nem escalam dentro da operação.
Para quem atua em compras, governança é ter clareza para justificar a escolha de um fornecedor, os critérios adotados, as aprovações envolvidas e os impactos da decisão.
O Fórum Econômico Mundial aponta que a maturidade em governança ajuda as empresas a prever riscos e responder com mais agilidade a mudanças de regras e problemas no supply chain.
Na prática, isso significa menos decisões improvisadas, menos exposição a riscos diversos e mais previsibilidade para a área de compras.
A governança cria um ambiente onde o comprador consegue negociar, decidir e avançar com segurança, sabendo que o processo está estruturado e respaldado.
Processos claros fortalecem a governança em compras
Processos bem definidos são a base da governança corporativa, pois organizam o fluxo de compras e reduzem desvios e decisões baseadas apenas em urgência ou exceção.
Estruturar a governança em compras significa mapear o processo de ponta a ponta, definir critérios claros, responsabilidades, aprovações e garantir rastreabilidade em todas as etapas.
Nesse sentido, a tecnologia é uma grande aliada. Plataformas digitais ajudam a padronizar processos, registrar decisões, consolidar dados e dar visibilidade a toda a jornada de compras.
Quais critérios de governança são importantes para compras?
1. Critérios claros de decisão
Preço, prazo, qualidade, nível de serviço, riscos e requisitos de compliance devem estar definidos antes da negociação com fornecedores.
Esses critérios ajudam o comprador a comparar propostas com objetividade e justificar decisões com base em regras, reduzindo escolhas subjetivas e sem estratégia.
2. Responsabilidades e aprovações bem definidas
A definição de papéis e aprovações evita retrabalho, reduz conflitos entre áreas e diminui riscos operacionais, além de dar mais segurança para o comprador avançar nas decisões.
Para alcançar a governança, é fundamental estabelecer claramente quem pode negociar, quem aprova valores e exceções e em quais situações cada nível de decisão é acionado.
3. Rastreabilidade das decisões
Cada decisão precisa deixar um histórico claro, garantindo fluidez no processo sem perda de controle, incluindo registros, aprovações e alterações ao longo da jornada de compras.
A rastreabilidade das informações dá mais segurança ao comprador e garante agilidade em auditorias e revisões, além de facilitar respostas a questionamentos internos ou externos.
4. Gestão de riscos de fornecedores
Avaliar documentação, desempenho, histórico e riscos antes da contratação ajuda a evitar problemas de fornecimento, impactos financeiros e reputacionais e não conformidades.
Esse cuidado permite antecipar riscos críticos, reduzir dependências excessivas e tomar decisões mais equilibradas entre custo, segurança e continuidade operacional.
5. Uso de dados confiáveis
Decisões devem ser baseadas em dados consolidados de gastos, contratos e performance, e não em informações isoladas e sem controle.
Dados confiáveis são um pilar da governança, fortalecem negociações, dão mais peso às decisões e aumentam a credibilidade de compras junto à liderança e às demais áreas.
Ao contar com critérios bem estruturados, a governança deixa de ser apenas um conjunto de processos e controle e passa a gerar valor para o negócio.
A área de compras ganha previsibilidade, reduz riscos, melhora a qualidade das decisões e fortalece sua posição estratégica dentro da organização.
Para o comprador, isso se traduz em mais segurança para negociar e justificar escolhas. Para o gestor, mais controle, visibilidade e capacidade de atuar de forma preventiva.
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Até a próxima! 😉



