Compras sustentáveis e supply chain: as prioridades estratégicas para 2026

Nos últimos anos, a sustentabilidade ganhou relevância nas agendas de CPOs e gestores de compras.

Esse movimento tem sido impulsionado pelo avanço regulatório, pela maior exigência por transparência e pela exposição das cadeias a riscos cada vez mais complexos.

Em 2026, as compras sustentáveis passam a influenciar diretamente gestão de riscos, inovação e competitividade, aumentando a responsabilidade da área de compras sobre as decisões.

Esse direcionamento já aparece nas prioridades das lideranças globais. Segundo a KPMG, 53% dos líderes de supply chain apontam a aquisição sustentável como uma prioridade estratégica.

Nesse contexto, ao lidar diretamente com riscos, exigências de conformidade e decisões que impactam a resiliência da cadeia, o comprador assume um papel cada vez mais estratégico.

A seguir, destacamos os principais pontos que devem orientar a agenda de sustentabilidade de gestores e compradores em 2026:

1. ESG como critério estratégico na decisão de compras

Em um ambiente em que falhas e interrupções na cadeia impactam diretamente resultados e reputação, decisões baseadas apenas em custo não são suficientes para prosperar.

Ao integrar sustentabilidade às decisões de compras, as empresas ampliam o impacto da área para além do atendimento a exigências regulatórias e formais.

O comprador passa a influenciar diretamente a gestão de riscos, a continuidade do abastecimento e a capacidade da empresa de atender a mercados cada vez mais exigentes.

Nesse contexto, avaliar fornecedores a partir de critérios ESG envolve considerar emissões, rastreabilidade, condições de trabalho, práticas de compliance e exposição a riscos ambientais.

 

2. ESG como critério estruturado na gestão de fornecedores

Para gerar impacto, a sustentabilidade precisa estar integrada de forma consistente aos processos de compras.

Isso exige critérios claros de fornecimento, decisões orientadas por dados e processos estruturados de avaliação socioambiental e de compliance, além de monitoramento contínuo.

Ao estruturar esses critérios, as empresas fortalecem fornecedores, aumentam a previsibilidade e reduzem riscos que podem comprometer operações, reputação e resultados financeiros.

 

3. Redução de riscos e fortalecimento da governança

Integrar sustentabilidade às decisões de compras fortalece a governança ao padronizar critérios, ampliar a transparência e dar mais visibilidade aos impactos ESG.

Com isso, a área reduz a exposição a riscos legais, financeiros e reputacionais e responde com mais agilidade a auditorias e exigências regulatórias.

Nesse modelo, compras atua como elo estratégico entre compliance, operações e finanças, garantindo que as decisões estejam alinhadas aos compromissos e à estratégia de longo prazo.

 

4. Sustentabilidade como fator de valor e resiliência

Além da mitigação de riscos, a sustentabilidade se conecta diretamente à geração de valor.

Fornecedores alinhados a práticas sustentáveis tendem a investir mais em eficiência, inovação e gestão de riscos, fortalecendo a resiliência da cadeia.

Ao priorizar esses parceiros, a área de compras amplia o acesso a soluções mais robustas, melhora a eficiência operacional e reforça a competitividade do negócio.

Nesse contexto, a sustentabilidade deixa de ser percebida como custo adicional e passa a atuar como um fator de resiliência, inovação e vantagem competitiva.

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