Metodologias ágeis em compras: como o procurement ágil aumenta velocidade e valor

A área de compras opera em um ambiente de alta volatilidade, marcado por mudanças rápidas, instabilidade na cadeia de suprimentos, pressão por eficiência e decisões cada vez mais urgentes.

Nesse contexto, velocidade e capacidade de adaptação deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos para o procurement moderno.

De acordo com o Gartner, 72% dos líderes de procurement já priorizam a adoção de IA generativa em suas estratégias. O movimento indica a busca por processos mais rápidos, inteligentes e responsivos.

No entanto, a tecnologia só gera impacto real quando vem acompanhada de novos modelos de trabalho. É nesse ponto que as metodologias ágeis ganham espaço na área de compras.

A seguir, entenda como as metodologias ágeis aplicadas ao procurement ajudam a acelerar decisões, reduzir riscos e gerar mais valor para a área de compras.

Agile procurement e agile sourcing: uma nova forma de operar

Agile procurement é um modelo de organização baseado em princípios ágeis, como ciclos curtos, foco em valor, colaboração contínua e aprendizado incremental, aplicados ao contexto de compras.

Já o agile sourcing utiliza essa lógica especificamente nas estratégias de aquisição e negociação, permitindo revisões frequentes de escopo, fornecedores e abordagens conforme o mercado evolui.

Em vez de projetos longos e fechados, a área de compras passa a trabalhar com entregas em ciclos menores, maior interação com públicos de relacionamento e decisões orientadas por feedback contínuo.

O resultado é mais capacidade de resposta a mudanças, menor exposição a riscos e maior alinhamento com as prioridades do negócio.

Squads multifuncionais e colaboração contínua

Um dos pilares do procurement ágil é a atuação em squads multifuncionais. Compras deixa de operar de forma isolada e passa a trabalhar junto com outras áreas, como finanças e jurídico.

Essa colaboração contínua reduz ruídos, acelera aprovações e garante que as decisões considerem diferentes perspectivas do negócio.

Ao quebrar barreiras organizacionais, o modelo ágil contribui para decisões mais qualificadas, maior alinhamento estratégico e menos retrabalho ao longo do processo.

Sprints, ciclos curtos e aprendizado contínuo

No lugar de longos ciclos de planejamento, o procurement ágil opera por sprints, períodos curtos de execução com objetivos claros.

Negociações, análises de fornecedores ou revisões contratuais passam a ser conduzidas em etapas menores, com validações frequentes.

Esse modelo reduz riscos, aumenta a previsibilidade e permite ajustes rápidos quando o contexto muda.

O aprendizado contínuo deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina da área, fortalecendo a capacidade de adaptação do comprador e da organização.

Governança e geração de valor em um modelo ágil

Adotar metodologias ágeis não significa abrir mão de governança. Pelo contrário: processos mais curtos e transparentes aumentam a rastreabilidade, a clareza de papéis e o foco em valor.

Os indicadores evoluem para medir impacto, como velocidade de decisão, mitigação de riscos, previsibilidade e contribuição para os objetivos do negócio, e não apenas savings isolados.

A governança se torna mais dinâmica e conectada à estratégia da empresa.

Procurement ágil como vantagem competitiva

O procurement ágil representa uma mudança estrutural na forma como a área de compras gera valor.

Ao combinar tecnologia, colaboração e ciclos curtos de decisão, o setor ganha velocidade, flexibilidade e relevância estratégica.

Em um cenário de incertezas, a capacidade de adaptação rápida se torna uma vantagem competitiva importante.

E o procurement ágil é um dos caminhos mais consistentes para alcançar esse nível de maturidade.

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