
Em compras, os dados se tornaram rei. Análises de spend, avaliação de fornecedores, gestão de riscos e impacto financeiro fazem parte da rotina da área e influenciam os resultados do negócio.
O que diferencia os profissionais não é mais o acesso à informação, mas a capacidade de analisá-la e transformá-la em decisões melhores.
Segundo pesquisa da Gartner, 68% dos líderes de procurement afirmam que habilidades em tecnologia e dados ganharam importância significativa nos últimos anos, superando competências tradicionais da função.
O dado reforça que analytics em compras deixou de ser um apoio técnico e passou a ocupar um papel importante na atuação de compradores e gestores.
Nesse contexto, a maturidade da área de compras está diretamente ligada à forma como os dados são estruturados, analisados e utilizados no dia a dia.
Profissionais que têm conhecimento em analytics deixam de atuar apenas na execução e passam a influenciar estratégia, gestão de riscos e performance financeira.
Analytics como base para decisões melhores e mais previsíveis
Ao trabalhar com dados estruturados, a área de compras passa a enxergar padrões, tendências e relações que não são visíveis apenas com histórico ou experiência individual.
Quando analytics orienta a atuação em compras, decisões deixam de ser tomadas apenas por urgência ou pressão pontual e passam a considerar cenários, riscos, alternativas e impactos financeiros de curto e longo prazo.
Esse olhar analítico fortalece a consistência das escolhas e aumenta a previsibilidade dos resultados.
Compradores com conhecimento em dados conseguem identificar categorias com maior potencial de otimização, antecipar variações de custo, analisar a performance de fornecedores e sustentar negociações com argumentos objetivos.
Indicadores bem definidos também permitem acompanhar se as economias negociadas são, de fato, capturadas ao longo do tempo, fortalecendo governança e controle.
Nesse modelo, analytics deixa de ser um suporte pontual e passa a integrar o próprio processo decisório da área.
De dados isolados a decisões orientadas por informação
Dados sem estratégia são apenas números. Ter informações disponíveis não garante decisões melhores se elas não forem organizadas, interpretadas e contextualizadas.
O valor do analytics está na capacidade de conectar diferentes fontes de informação, reconhecer o que é relevante para cada decisão e transformar indicadores em direcionamentos práticos para o negócio.
Spend analytics, análise de contratos, indicadores de risco e métricas de performance só geram impacto quando orientam prioridades e escolhas claras.
Isso exige fluência em dados por parte de compradores e gestores: compreender dashboards, questionar indicadores, identificar padrões e traduzir análises em recomendações objetivas.
Analytics como competência estratégica para compradores
A maturidade analítica não acontece de forma imediata, mas começa com a organização básica dos dados, passa pela definição de indicadores relevantes e evolui para análises mais preditivas e estratégicas ao longo do tempo.
Nesse caminho, a tecnologia é uma aliada fundamental, ao viabilizar a consolidação de informações, automatizar análises e ampliar a visibilidade sobre gastos, fornecedores e riscos.
Ainda assim, analytics em compras não é sobre tecnologia isolada, mas sobre decisões mais ágeis, mais consistentes e alinhadas aos objetivos do negócio.
Gestores e compradores que têm conhecimento em dados ampliam sua atuação, fortalecem a governança e posicionam a área de compras como protagonista na geração de valor e nos resultados.
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