
No dia 30 de junho, o ME abriu as portas para uma roda de conversa sobre família, afeto e acolhimento.
O evento foi organizado pelo time Gente & Gestão e pelo DiverseME, nosso comitê de diversidade, que atua em cinco frentes: comunidade LGBTQIA+, empoderamento feminino, etnias, raças e PCDs.
Com transmissão ao vivo para todos os colaboradores, o encontro reuniu convidados para falar sobre o tema “Orgulho de Família: histórias reais de quem aprendeu (e ainda está aprendendo) a acolher”.
Jade Odara, atriz, apresentadora e drag queen, madrinha dos eventos do ME desde 2020, conduziu mais uma vez o bate-papo.
Eduardo Mello, psicólogo que atende famílias e pessoas LGBTQIA+, trouxe a escuta de quem acompanha esse processo no consultório.
Luciene Mendes, voluntária da ONG Mães pela Diversidade, atua na área jurídica da organização e tem especialização em Direito Homoafetivo e de Gênero.
O acolhimento começa dentro de casa
Luciene falou sobre o momento em que soube que tinha filhos LGBTQIA+. A reação foi acolhedora, mas veio acompanhada de emoção e de muitas perguntas.
“Eles são o que são desde quando nasceram”, lembrou Luciene. A preocupação seguinte foi com a reação do mundo ao redor, com a discriminação e com a saúde mental dos filhos.
Eduardo Mello descreveu um processo comum entre famílias: o luto pela imagem do filho idealizado diante do filho real.
Esse momento pode trazer culpa e acusações entre os pais. Reconhecer a identidade de cada pessoa faz parte de uma construção que acontece ao longo do tempo, não de um anúncio único.
O medo da rejeição leva muita gente a esconder quem é para se manter próxima de quem ama. “Pais que toleram, mas não respeitam nem apoiam, fazem o filho se sentir invisível”.
Como se aproximar e apoiar
Eduardo indicou um caminho para famílias que desconfiam ou que acabaram de receber a notícia: manter a proximidade, suspender o julgamento e buscar informação confiável, com apoio de profissionais.
“O filho não deve carregar sozinho o papel de educar a família sobre o assunto”, acrescentou.
Jade Odara resumiu a ideia: amor e afeto cabem no mesmo espaço, em um trabalho de construção diária.
Luciene reforçou o conselho para mães e pais que recebem a notícia: ter paciência, buscar conhecimento e se cercar de pessoas que já passaram por ele. “A natureza é feita de diversidade.
Onde há diversidade, há resiliência”, disse.
Para Luciene, a diversidade é um fato da natureza, não um modismo nem uma pauta de ideologia. A intolerância vem da cultura.
Diversidade no ambiente de trabalho
A conversa também passou pelo papel das empresas. Um ambiente aberto e acolhedor faz diferença sobretudo para quem não encontra esse acolhimento em casa.
Eduardo e Luciene destacaram a importância de criar representatividade, para que a pressão não recaia sobre uma única pessoa.
A diversidade é uma parte importante da cultura do Mercado Eletrônico. Acreditamos que a pluralidade de pessoas e ideias melhora o nosso clima organizacional e fortalece os resultados do negócio.
Para levar a conversa adiante
Durante o encontro, Luciene, que também é voluntária das Mães pela Diversidade, indicou duas cartilhas para quem quer se aprofundar: “Confie no Amor”, sobre acolhimento familiar, e “Confie na Diversidade”, voltada ao ambiente escolar.
Uma frase de Luciene ficou como síntese do encontro: o silêncio, às vezes, também é uma forma de violência.
Falar sobre acolhimento, respeito e afeto é o que mantém esse compromisso vivo na rotina, dentro e fora do ME.
Fique por dentro das nossas novidades! Acompanhe o ME nas redes sociais: LinkedIn, Instagram, Facebook e YouTube.
Até a próxima! 🏳️🌈



